segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

momento desabafo

Este será um ano para se tomar muuuuito chá de boldo,  antiácidos, DRAMIN e semelhantes. Por quê?

Ora, porque a eleição será polarizada entre dois partidos, que em comum têm 8 anos de governo federal no currículo. Um pretende dizer que o outro não o é, mas é e vice-versa. Confuso? É e será.

Algumas coisas precisam ficar claras: o calor insuportável que enfrentamos não é obra de A ou de B, as chuvas também não. Mas as consequências materiais e as mortes, sim. De A, de B e de todo o alfabeto político. Falo por São Paulo, onde vivo. Já foi administrada por quase todos os políticos que aí estão, seus partidos e aliados.

Então, as construções em áreas de risco, as próximas aos mananciais, as próximas ao leito dos rios e córregos, são responsabilidade de todos os senhores e senhoras que sentaram na cadeira de prefeito desta cidade. Com isso quero dizer que os problemas estruturais da cidade não vêm de hoje, não são exclusivamente da gestão atual. É dela inclusive. 

Mas acabo de ler no site G1 a seguinte manchete: ATO CONTRA ENCHENTES CAUSA TUMULTO EM SP. Ato contra enchentes! Não sei se rio ou se tomo um DRAMIN. As enchentes e os alagamentos são só responsabilidade da prefeitura? Ah, tá, só pra saber!

Agora, o lixo que se avoluma nas ruas e galerias subterrâneas, os sofás, geladeiras, colchões, garrafas PET e latinhas encontrados aos milhares nos córregos e rios, além do lixo acumulado nas calçadas, é responsabilidade de quem, cara pálida?
Vocês viram as reportagens do Domingo Espetacular e do Fantástico ontem? Pela 1ª vez, desde que as fortes chuvas começaram a causar alagamentos hollywoodianos, o jornalismo das tevês apresentou matérias que trataram na medida certa a origem da maior parte dos problemas que a cidade enfrenta.
Eu não me conformo com a frase-chavão: "só quero os meus direitos". Perfeita para quem de fato têm direitos a reivindicar. Mas ninguém quer saber de assumir os deveres, não é?
Então, meus caros, muita gente já quer capitalizar em cima da desgraça e dos desgraçados, como sempre.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

frase do dia


O mais importante relacionamento da sua vida é com você mesma.

Afinal, não importa o que acontecer, você sempre terá que continuar convivendo consigo.


Diane von Furstenberg

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

petite danseuse

colagem : Google imagens

A bailarina mais famosa do mundo, imortaliza a 4ª posição da dança clássica: mãos levemente cruzadas atrás do corpo e pernas afastadas na vertical.

É uma obra do artista impressionista Edgar Degas. É feita em bronze, sua saia, pobre e um tanto suja, é de tecido e o laço de fita nos cabelos, de cetim.

Esta escultura de bronze mede um pouco mais de 1 metro de altura, e em mim exerce um fascínio e um encantamento inexplicáveis. Ela encanta, prende a atenção, emociona. Vê-la, ao vivo, é uma experiência que não passa desapercebida.
O que Edgar Degas conseguiu em 1881 ao exibir sua escultura, denominada A pequena bailarina de quatorze anos [La petite danseuse de quatorze ans], é o mesmo que nos dias de hoje as fotografias de Sebastião Salgado provocam: inquietação.

Mas a apresentação desta escultura foi um choque e um espanto geral, na ocasião foi considerada um objeto alienígna para exposição em um museu de artes. Razões do contexto histórico da época justificam tamanha rejeição.

Seu nome era Marie Van Goethem, a jovem adolescente tinha de fato 14 anos, era contratada da Ópera Nacional de Paris e serviu de modelo para Degas entre 1879-1880. Ela era filha do meio de pai alfaiate e mãe lavadeira. Marie e suas duas irmãs, pertenciam ao corpo de baile do Ópera, na época, uma maneira das meninas, geralmente de famílias pobres e miseráveis, prostituirem-se até encontrarem um poderoso protetor, geralmente entre os homens ricos e importantes de Paris. Não é atoa que suas vestes são um tanto puídas.

As peças em bronze são realizadas em série, e o número de peças é determinado pelo artista. Esta, em particular, têm 28 reproduções em bronze da escultura original de Degas confeccionada em cera. Estas peças estão espalhadas ao redor do mundo em mãos de colecionadores particulares e de museus, entre eles o MASP em São Paulo, outro o Metropolitan Museum de Nova York [tive a feliz surpresa de encontrá-las nestes dois lugares].
Em 2009, uma peça foi vendida pela Sotheby’s de Londres, por 13,3 milhões de libras, ou mais de 14,7 milhões de euros, para um colecionador particular.

Garanto que vale a pena visitá-la, se tiver oportunidade.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

brechó do bem

Há uns dois anos montei meu home office, e para mobiliá-lo resolvi visitar o BRECHÓ DO EXÉRCITO DA SALVAÇÃO.    

Lá garimpei esta cadeira e uma mesa de escritório cinza-camundongo, ambos por R$60. A cadeira estava em petição de miséria, quando cheguei em casa, ninguém dava nadica-de-nada por ela - nada que água, sabão e um rápido makeover não resolvessem. Voltando à cadeira. Inicialmente eu a pintei de branco para dar aquele ar provençal rs, mas como ano passado pintei uma das paredes num tom violeta, escolhi pintar a cadeira para contrastar, daí surgiu este verde...
* EXÉRCITO DA SALVAÇÃO
SP (11) 5562-2285
RJ (21) 3879-9600

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

comemoração

 Ziggy ontem e hoje

Sim, tenho um amigo cão, um amicão, chamado Ziggy, da raça schnauzer, e que hoje completa 11 anos.

E sim, converso com ele. Mantemos alguns diálogos interessantes. Quando ele quer sair lança um olhar, vai até a porta da sala e fica naquela posição de cachorro perdigueiro ao encontrar a caça, ok, exagerei, ele não fica e-xa-ta-men-te naquela posição e nem rabo ele tem!

Na realidade ele deveria ser o presente de Dia das Mães há 11 anos, mas a ansiedade e vontade de ter um cãozinho por perto, fez com que ele chegasse no início de abril.

Fomos buscá-lo, minha irmã e eu. Vocês já ouviram falar na aquisição de um cachorro a noite? Foi o que aconteceu. A vontade era tanta que minha irmã já foi querendo fechar negócio. Da matilha, o Ziggy era o menor. Media menos que um calçado tamanho 33.

Ele estava no colo da filha da dona do canil, aninhado como um filhotinho dengoso. Dengoso ele é até hoje.

Começaram as negociações. Era preciso fazer o reconhecimento do peludo num local ... iluminado! Fomos a uma sala, mal iluminada, e eu, que já havia lido várias dicas de como adquirir um cão saudável, a fria e calculista da dupla, me preocupava em saber se ele andava, se teria tração nas 4, se seus olhinhos brilhavam, se abanava o rabo [ele não o tem, mas cotôco ele tem] do contrário era sinal de animal doente blá blá blá, além do mais ele não se parecia em nada com o que eu imaginava ser um filhote de schnauzer.

Trouxemos o peludo naquela mesma noite, embrulhadinho numa toalha de rosto azul, que pode ser vista na foto a esquerda.

Logo  que chegou ele já reconheceu a chefe da matilha: minha mãe. Até hoje ele fica o maior tempo possível perto dela, dorme inclusive no seu quarto.

Vocês conhecem um cachorro carismático? É o Ziggy. Até hoje na rua, no trânsito, no colo, ele faz o maior sucesso.  

Começa a dar um frio na barriga só de pensar que ele completa 11 anos, já nos deu alguns sustos, e coleciona uma série de histórias pitorescas para contar...  

procurando bem...

Sabem quando uma música, ou refrão, fica se repetindo para você, lá nos confins do tímpano auditivo como se fosse o tímpano musical? e só você ouve aquele refrão incessantemente, como se fosse um soluço?

Assim eu me senti, certa manhã, com um dos versos da música de Chico Buarque e Edu Lobo, Ciranda da Bailarina. O meu soluço dizia assim:

procurando bem
todo mundo tem pereba
marca de bexiga ou vacina
e tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
só a bailarina que não tem...

A música é linda. Lembra a musicalidade das caixinhas de música, que quase sempre trazem delicadas bailarinas a rodar enquanto a corda musical segue.

Como se precisasse exorcizar aquele soluço sonoro martelando em meus ouvidos internos, me distraía no byMK, a procura de imagens que remetessem às bailarinas e ao balé clássico.


byMK - Comunidade de Moda: Ciranda da Bailarina
As imagens, todas lindas, revelaram o universo das sapatilhas de balé, ou ballet, como queiram. E como é mágica a imagem destes calçados.

De todas elas, das mais diferentes formas e cores, lá estavam, de maneira recorrente, muitos pares de sapatilhas de uma determinada marca... se o soluço desaparecia, nova curiosidade se instalava: as sapatilhas Repetto.

A Repetto Paris é uma fabricante especializada em todo o tipo de roupas e acessórios para ballet, além das emblemáticas ballerinas, como são denominadas as sapatilhas.

A marca Repetto nasceu a partir da necessidade do bailarino Roland Petit, que em 1947 precisava de sapatilhas leves e flexíveis para ensaios e apresentações. E o que uma mãe não faz por seus filhos, não é mesmo? Assim, o filho-bailarino foi atendido e uma referência internacional começou.

Em 1956, foi lançado o modelo Cinderela. O glamour das ballerinas  Repetto chegou através de Brigitte Bardot, no filme E Deus CRIOU A MULHER; Quem fez renascer esta tendência foi Amy Winehouse [antes do preenchimento dos lábios].

Para conhecer mais, visitar um pouco Paris,visualizar sapatilhas lindas, lindas, passeie pelo charmoso site:


Procurando bem...
todo mundo tem...

só a bailarina que não tem...

domingo, 31 de janeiro de 2010

metallica

O show aconteceu ontem no estádio do Morumbi.






Quem não conhece o METALLICA até se assusta num primeiro momento, mas depois de prestar atenção e se possível ouvir, ou melhor, assistir a sua apresentação com a Orquestra Sinfônica de São Francisco...não esquece.

Se você, como eu, não esteve no Morumbi, experimente.

sábado, 30 de janeiro de 2010

frase do dia


... a elegância deve ser a combinação certa de discrição, naturalidade, cuidado e simplicidade. Fora isso, acredite, não há elegância. Apenas ostentação.

Christian Dior

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

pense duas vezes

Sabe aquele conselho "...cuidado com o que você deseja"...

Pois é.

É melhor pensar duas vezes antes de desejar a vida badalada de uma mulher poderosa ...


Ai, gente, eu ainda tenho medo da Donatela Versace...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

dica de blog

Nas minhas andanças pela blogsfera descobri um blog DELICIOSO!, chamado BLOG'ARTE da artista plástica  ANDREA GUIM . É uma delícia passear pelos posts  super caprichados, além da série de informações que se tem acesso a partir do blog.

Além disso, a Andrea é pintora Naïf.  Tenho paixão por essa forma de arte. Quando criança, meu pai ganhou de final de ano uma agenda [linda!] da UNICEF toda ela ilustrada com pinturas Naïf, e talvez por imaginar infantil demais para um homem, ele me presenteou.

Eu adorava folhear aquelas páginas coloridas e não me interessava por usá-la como agenda, afinal, criança só tem dever de casa para anotar. A verdade é que uma gravura era mais linda que a outra, todas elas retratando crianças e paisagens ao redor do mundo. Um encanto. Permaneço encantada até hoje.

Além disso, a Andrea é também fã do vintage, e tem muito mais...Vale a pena visitar.

Se você quiser passear por um blog caprichado, delicioso de se ler, o caminho é este aqui:

um antes&depois



Era uma vez um quadro de luz instalado na parede do quintal. Ele não era bonito, não tinha graça.  Um dia, uma tela foi deixada ali, para escondê-lo. Mas a tela também estava ali porque não havia lugar para deixá-la, após a mal-sucedida incursão da caçula no mundo das tintas.

Um dia, a mais velha olhou para aquela tela e pensou "com um pouco de boa vontade seria possível criar uma colagem e tornar a tela uma atração naquele espaço."

Assim nasceu este antes e depois: 1) a tela já estava pintada de branco para apagar a arte abstrata mal sucedida; 2) cortei três guardanapos em pequenos quadrados, imitando retalhos; 3) por fim, envelheci a tela com betume, uma vez que há muita claridade naquele espaço e o mormaço e o sol desbotariam o trabalho rapidinho; 4) após a secagem impermeabilizei com uma camada de cêra incolor.

Ah, os vasos sobrepostos a esquerda são para orquídeas. No vaso debaixo estava a orquídea da Andrea, que não vingou. O vaso de cima é a orquídea de minha mãe, que resiste bravamente, mas a sua folhagem não está nada viçosa.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ressaca internacional



E finalmente, ele se foi. Ele foi embora da embaixada, sem conseguir o que mais queria com este ato heróico: regressar ao posto de presidente de Honduras.

Foram 4 meses residindo na embaixada do Brasil em Tegucigualpa.

A pergunta que não quer calar: quem paga a conta?

sentimento do dia



Nesta semana eu me sinto assim, como a imagem acima.

Não li nenhum horóscopo, mas certamente deve dizer que enfrento uma quadratura sei-lá-de-quem-com-não-sei-quem, e que por isso enfrentarei dificuldades na comunicação ou com aparelhos eletro-eletrônicos ou com serviços de telecomunicações. Alguma coisa a ver com...Gêmeos? Mercúrio?

Na 2a. feira meu pc resolveu...parar, eu o desliguei para faxinar o espaço [sim, mesmo com tanta chuva há que se limpar os ambientes], e ao reconectá-lo etc, não funcionava! Mas, conto com os poderes do meu super-irmão que manja tu-do!. A noite meu pc estava de volta ao lar, envergonhado pela sua peraltice. Mas eis que os problemas persistiam ontem, e meu super-irmão, munido de super-boa vontade, corrigiu os caprichos de um pc mimado.

E desde a 2a. feira, o serviço da operadora do meu celular, a CLARO, parou!. Tranformou-se num desserviço dos mais incômodos. Para ouvir recados ou realizar chamadas simplesmente não consigo - ouço a mensagem incoveniente, da voz que representa a operadora, informando "insuficiência de créditos". Ontem liguei no SAC.o da CLARO, em pleno temporal, mas não se concluiu a chamada.

Hoje, novamente liguei no SAC.o da CLARO, e blá-blá-blá...

Tenho um plano denominado supercontrole [o nome revela o meu padrão de consumo?]. Com esse plano, parte do serviço é pós-pago [31 minutos/mês], o que exceder a este tempo ou ao valor deste serviço, passa para o serviço pré-pago. Pois bem. Paguei a fatura ontem, já que o dia do vencimento, 25, foi feriado municipal em São Paulo. Fui informada pelo SAC.o da CLARO, que possuo um saldo [=crédito] mas... me faltam créditos!!! Como assim? Fatura paga e eu não tenho créditos? que significam créditos para o mundo de faz-de-conta da CLARO, então?

Resumo, eu que já estava sem humor, passei ao mau-humor, imaginem!

Amanhã continua a minha saga. Tomara que o trânsito planetário que estiver interferindo nas minhas comunicações já tenha ido embora...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

são paulo, 456 anos, corpinho de 457

Este post estava programado para ontem, aniversário da fundação da cidade de São Paulo.

Sim, esta cidade de São Paulo tem passado, minha gente. Ah, se as árvores falassem, o tanto que viram acontecer por aqui, ah, e se as outras testemunhas oculares da história  como as casas, igrejas e capelinhas se pronunciassem...certamente contariam muita coisa, como a casa do bandeirante, por exemplo.



A casa do bandeirante é um exemplo das habitações paulistas construídas entre os séculos XVII e XVIII. Estas casas eram encontradas no que eram consideradas áreas rurais, imagino que se fosse traduzir para os dias de hoje equivaleria à Grande São Paulo e o interior adentro.

As casas dos bandeirantes  se localizavam principalmente junto a bacia dos rios Tietê e Pinheiros [imagina se esses dois coitados pudessem falar, vixi!].




As fotos são da casa do bandeirante no bairro do Butantã.  Mas existem outros exemplares desta construção espalhados na cidade, como aquelas que se encontram nos bairros do Tatuapé e do Jabaquara, e até mesmo a casa do grito, às margens do córrego do Ipiranga.

Um pouco sobre o Butantã
O bairro do Butantã  remonta ao ano de 1566, quando foi concedida uma sesmaria a Jorge Moreira e Garcia Rodrigues, na paragem conhecida como Uvatantan. Em 1602 há registros dessa propriedade como pertencente a Afonso Sardinha, com o nome de Ubatatá, termo tupi que significa "terra dura". Posteriormente foi feita a doação de seus bens à Capela de Nossa Senhora das Graças da ordem dos jesuítas. [imagens e informações do Museu da Cidade - http://www.museudacidade.sp.gov.br/]

... e falando em jesuítas...

Sempre me recordo do lindo filme A MISSÃO, de Roland Joffé, com um time de atores de 1ª linha interpretando aqueles padres da Ordem de Jesus.

É um filme que me emociona muito, também, as belas imagens e a trilha sonora de Ennio Morricone compõem um filme belissimo mas aí já é outra história...





imagens: divulgação

Mas é isso. São Paulo completou 456 anos mas seus problemas a envelheceram muito mais. Adoro essa cidade, suas histórias, seus lugares, mas nem sempre a gente que por aqui passa ou que aqui mora, cada dia mais sem-educação, que esquecem que São Paulo é uma quatrocentona a caminho dos 500 anos.

imagem do dia



São Paulo por volta das 15:00h de hoje